segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Programa de Português 11º ano



Para ver o programa de Português 11º ano, por favor, clique no link abaixo:




FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA

REVISÕES SOBRE PONTUAÇÃO
A vírgula assinala uma pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si dentro da mesma frase.
A vírgula nunca deve ser usada entre os elementos principais de uma oração, como é o caso do sujeito, predicado, complemento directo, complemento indirecto, predicativo do sujeito e predicativo do complemento directo.

O João e a Maria compraram os bilhetes
Eu achei a Joana muito simpática.

Dentro da oração, a vírgula usa-se geralmente:

  • para separar elementos de natureza semelhante ou com função sintática idêntica, quando não estão ligados pelas conjunções e, nem, ou

O João comprou laranjas, morangos, bananas e maçãs.

Quando estas conjunções ocorrem repetidas numa enumeração, usa-se a vírgula para separar os elementos coordenados:

Nem eu, nem ele, nem ninguém poderia saber do assunto.

  • para separar o vocativo
João, o filme é óptimo.

  • para isolar o aposto (entre vírgulas)
O João, presidente da assembleia, começou a discursar.

  • para separar elementos repetidos
Isto é meu, meu e só meu.

  • depois dos advérbios sim ou não, quando surgem no início da oração e dizem respeito à oração anterior
Sim, parece-me que foi isso.

  • depois de complementos adverbiais que ocorrem no início da oração ou entre os seus elementos principais
De manhã, o João lia, por vezes, o seu livro favorito.



Entre orações, a vírgula é utilizada:

  • para separar orações coordenadas ligadas por conjunção ou não
Saiu, passeou, correu.

As orações coordenadas introduzidas por e, nem, ou não levam vírgula a não ser que a conjunção se repita:

Vi-o e falei com ele.
E ele canta, e dança, e toca.


  • para separar palavras, expressões ou orações intercaladas na frase (entre vírgulas)
Eu achava, todavia, que o João estava errado.
Ele está, sem dúvida, maluco.
O João, dizia-se na aldeia, era muito inteligente.


  • para separar orações subordinadas adverbiais, nomeadamente quando ocorrem antes da oração subordinante
Quando se deitou, o João sentia-se cansado.

  • para separar o gerúndio e o particípio passado, quando equivalem a orações
Sentindo-se cansado, foi dormir.

  • para separar orações relativas explicativas, ou seja, aquelas que não são essenciais para a compreensão da frase
O João, que era meu vizinho, tinha 18 anos.

A vírgula não é usada nas orações relativas restritivas, isto é, aquelas que completam o sentido do elemento antecedente, sendo indispensáveis para se perceber a oração subordinante:

As associações que fazem parte da organização apresentaram uma proposta.

Ortografia - Exercício

Completa os espaços com as terminações correctas.

Escrever Ah, à, ...?

- , ainda bem que chegaram escola cedo! Vamos Sala de Exposições, porque uma exposição interessante.
Na Sala de Exposições encontram vários colegas que muito tempo andavam a preparar a exposição. Desejaram bom trabalho equipa, e foram para as aulas.
tarde, o João e a Laura pediram mãe que os deixasse ir piscina. , ficaram tão contentes quando a mãe os autorizou!
Que pena terem de regressar cedo. - têm de estar em casa às dezoito horas, porque vão jantar casa dos tios. É que o primo, o Miguel, faz dez anos e um jantar de festa para toda a família. Se tiverem sorte, música e tudo!
, como vai ser divertido! Amanhã é sábado e por isso não aulas, ninguém vai escola. Assim, podem assistir festa até mais tarde.

Brinca-se, ou brincasse?

Ortografia - Exercício

Completa os espaços com as terminações correctas.


Não te esqueças de que deves respeitar o emprego de letra maiúscula!!!

Como saber quando usar brinca-se ou brincasse?


  1. Pela pronúncia: brinca-se / brincasse;
  2. Pelo plural: (não tem) / brincassem ;
  3. Pela negativa: não se brinca / não brincasse;
  4. Começando a frase por "É aqui que..." (Neste caso, com a forma "brincasse" não é possível ter uma frase.);
  5. E, naturalmente, pela conjugação verbal:
    brinca-se é o presente do indicativo;
    brincasse é o imperfeito do conjuntivo.

Exemplos:

  • Aqui brinca-se muito. / Aqui não se brinca muito.
  • Seria bom que ele brincasse com os amigos. / Seria bom que ele não brincasse com os amigos.

    - Aqui não se brinca?
    - Sim, brinc muito!
    - Se tu brincs um pouco menos, aprenderias mais...

    Completa as frases com lê-se ou lesse:
    - Este livro muito bem, não achas?
    - Talvez a juventude mais se não fossem a televisão e os jogos de computador...
    - pouco em Portugal hoje em dia.
    - Se ela os jornais, já saberia o que se passa.

    Completa as frases com fala-se ou falasse:
    - Se ela com a mãe resolvia tudo.
    - muito de terrorismo e segurança, por estes dias.
    - Neste livro dos problemas dos jovens.
    Desafio de pontuação:

    Na frase, abaixo apresentada, onde colocaria a vírgula?

    Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de rastos à sua procura.

    sábado, 3 de janeiro de 2009

    Frei Luís de Sousa (a obra disponível para leitura)


    Para ler a obra, clique no link:


    O Texto dramático

    Para o estudo de Frei Luís de Sousa


    Clique no link abaixo apresentado:

    http://faroldasletras.no.sapo.pt/frei_luis_de_sousa.htm

    O Sebastianismo em Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett


    Almeida Garrett, escritor de características arcádicas e românticas, do início do século XIX, é autor de algumas das obras fundamentais da Literatura Portuguesa, entre as quais Viagens na Minha Terra é o expoente máximo. Trata-se de um olhar crítico da sociedade portuguesa, com descrições deliciosas sobre a nobilitação de muitos burgueses que outrora haviam desdito das práticas da Nobreza e, afinal, acabaram por conhecer o mesmo fim...

    Em Frei Luís de Sousa, o mito sebastianista está bem presente. A história da peça aborda uma autêntica catástrofe que se abateu sobre a vida de uma família nobre do final do século XVI. Tem como característica peculiar o facto de todas as personagens assumirem, ao longo do enredo, posições coerentes e de uma grande dignidade, pelo que é difícil definir quem é a personagem principal, da mesma forma que, no final, perante tão graves consequências de toda a tragédia abatida, surge no leitor uma sensação de profunda injustiça.

    De uma forma resumida, o enredo é o seguinte: D. João de Portugal, um nobre muito respeitado na sociedade, desapareceu, em 1578, na batalha de Alcácer Quibir, por sinal a mesma na qual o rei D. Sebastião perdeu a vida.
    Contudo, a morte de D. João de Portugal nunca foi provada, passando-se exactamente o mesmo com D. Sebastião.
    Entretanto, a mulher de D. João de Portugal, D. Madalena, esperou sete anos pelo marido, uma espera que se revelou infrutífera. Pese ter casado com D. João de Portugal a meio da peça, o leitor dá-se conta do facto de ela nunca o ter amado verdadeiramente.
    Pelo contrário, o homem que amava era Manuel de Sousa Coutinho, um português fiel aos valores patrióticos e inconformado com o domínio espanhol, que se vivia na altura em Portugal (1599).
    Tomando uma atitude corajosa, Manuel e Madalena vão desafiar a sorte (hybris), casando sem ter a certeza da morte de D. João de Portugal. E aí começa a verdadeira dimensão trágica desta peça magistralmente gizada por Garrett: realmente, tudo apontava para uma alta improbabilidade da hipótese de D. João de Portugal ainda estar vivo e mesmo a sociedade via com bons olhos o casamento entre Manuel e Madalena.
    O casal teve uma filha, D. Maria de Noronha, uma jovem muito especial, culta, adulta, mas simultaneamente criança e fisicamente débil.
    Ora, aqui surge o grande drama da acção: caso D. João de Portugal, por uma possibilidade trágica, ainda estivesse vivo, Maria era uma filha ilegítima, o que, para a sociedade da época, era um pecado muito grave.
    Temendo a catástrofe, D. Madalena tem constantemente premonições trágicas, as quais vão ser concretizadas com a chegada de um Romeiro, que diz vir da Terra Santa e querer falar com Madalena.
    Ao revelar a sua identidade, uma série de consequências irão advir.
    Mostrando uma dignidade tocante, Manuel de Sousa Coutinho rende-se ao destino cruel e vai professar, juntamente com Madalena.
    Maria, a filha, revoltar-se-á contra uma sociedade retrógrada que, por uma questão meramente formal, passou subitamente de aprovadora para acusadora: «Vós quem sois, espectros fatais?... Quereis-mos tirar dos meus braços?... Esta é a minha mãe, este é o meu pai... Que me importa a mim com o outro, que morresse ou não, que esteja com os mortos ou com os vivos...»
    De nada lhe valeu a revolta, antes pelo contrário. O seu rótulo de ilegítima custar-lhe-á a morte por vergonha.
    Outros aspectos igualmente interessantes poderiam ser referidos e ajudariam à compreensão desta magnífica peça, nomeadamente o papel de Telmo Pais. Todavia, importa realçar que por toda a obra perpassa um carácter sebastianista

    Síntese esquemática da obra





    Clique no link, abaixo apontado, para ver uma síntese esquemática da obra:



    http://www.exames.org/apontamentos/Pt/port_sintese_esquematica_frei_luis_de_sousa_ricardofski.pdf




    Resumo de Frei Luís de Sousa

    Para ver o resumo da obra, clique no link abaixo indicado:


    Frei Luís de Sousa - A Estrutura


    A ESTRUTURA DA OBRA


    CARACTERÍSTICAS DA TRAGÉDIA CLÁSSICA:


    1- Efeitos sobre o público: inspirar sentimentos de terror e piedade.


    2- Características gerais:


    2.1. Personagens de alta estirpe (social ou moral).


    2.2. Presença de um coro: conjunto de personagens que não intervêm directamente na acção e cuja função é comentar determinados momentos da acção, à medida que esta se vai desenrolando.


    2.3. Lei das três unidades:


    - unidade de acção - a intriga deve ser simples, sem acções secundárias, de modo a evitar a dispersão, aumentando assim a tensão dramática;


    - unidade de espaço – toda a acção dever-se-ia desenrolar no mesmo espaço;


    - unidade de tempo - a duração da acção dramática nunca deveria exceder as 24 horas.


    2.4. Estrutura tripartida da acção:


    - Exposição - apresentação das personagens;

    esboçar do conflito ligado a um mistério na origem das personagens, mistério provocado pela força oculta do Destino o qual se revela através de indícios, que apontam para um desfecho trágico e para o desvendar do mistério inicial.


    - Progressão dramática – desenvolvimento do conflito que se encaminha para um clímax (pathos – ponto culminante da acção trágica) em que se desvenda o mistério, ligado a uma relação de parentesco oculta (reconhecimento/anagnórise);


    - Desenlace/Catástrofe – o fim das personagens é sempre a morte (física, social ou afectiva).